Prefeitura de Itararé

“Não houve rompimento de contrato, foi uma opção do município de receber a verba integralmente, e não mais os medicamentos”, afirma a farmacêutica da FARMAI, Camila Holtz Freitas.   Na última sessão da Câmara de Vereadores, no dia 30 de junho, o vereador José carlos Mendonça Martins Junior anunciou que a Prefeitura Municipal havia rompido […]

Publicado em 8 de julho de 2014


Caso FURP – Secretaria da Saúde afirma que população não será prejudicada

farmai

“Não houve rompimento de contrato, foi uma opção do município de receber a verba integralmente, e não mais os medicamentos”, afirma a farmacêutica da FARMAI, Camila Holtz Freitas.

 

Na última sessão da Câmara de Vereadores, no dia 30 de junho, o vereador José carlos Mendonça Martins Junior anunciou que a Prefeitura Municipal havia rompido o contrato com a FURP – Fundação para o Remédio Popular., do Governo Estadual. Na ocasião, a notícia caiu coo uma bomba, pois as reclamações sobre a falta de remédios na FARMAI – Farmácia Popular são constantes.

Na quinta-feira (03), conversamos com a secretária de Saúde, Keila Berti, e com a farmacêutica da FARMAI, Camila Holtz Freitas, para esclarecer a situação.

De acordo com a farmacêutica, não houve rompimento do contrato, o que aconteceu foi uma opção da Prefeitura. “A Portaria 1555/2013 fala sobre o financiamento de assistência farmacêutica e determina o valor a ser pago pela União, Estado e Município. Com o programa Dose Certa, uma porcentagem do valor pago pela União ficava retida no Estado, que somava com com sua parte e mandava em medicamentos para o município. Mas, no ano passado a deliberação CIB 61/2013liberou para cada município optar por receber os remédios ou o dinheiro integral. Nós optamos pelo recebimento da verba”, afirmou.

A farmacêutica e a secretaria de Saúde garantiram que foi feito um estudo sobre a situação, analisando outras cidades que já optaram por receber a verba anteriormente, e a opção foi melhor para o município. “A tabela da FURBé ultrapassada e a maioria dos medicamentos já temos estoque na FARMAI. Eles não são mais prescritos pelos médicos. Um exemplo é a cafalexina, em maio havia 93 mil, sendo que a saída mensal é de cinco mil,em média. Então, o que aconteceu? Fica igual a situação do captopril que tivemos que descartar  após o vencimento, e gerou até uma CEI na Câmara. Deste modo, o Dose Certa é um desperdício de dinheiro público”, pontuaram.

Freitas também falou sobre o sistema falho da FURP e afirmou que isso ocasionou a falta de remédios na FARMAI. “A FURP também falha e é demorada. Ela já ficou devendo para todos os municípios do estado, incluindo Itararé. Devido a isso em janeiro foi feito um Termo de Ajuste Sanitário – TAS, determinando que até o dia 30 de junho ela enviaria uma lista de remédios solicitados, mas até o momento não chegou. E são essas medicamentos que agora estão faltando. Eles acabaram há 15 dias e a Prefeitura já providenciou a compra e em poucos dias devem chegar”, garantiu a farmacêutica que completou. “ Vários medicamentos também são entregues gratuitamente pelo programa Farmácia Popular, na maioria das farmácias particulares do município. Então ninguém foi prejudicado”.

 

A secretária de Saúde disse que ainda assim o valor não é suficiente. “É melhor do que era, mas o município sempre faz a contrapartida. Temos as listas básicas de medicamentos do SUS, mas, mesmo tendo uma portaria determinando, os médicos não prescrevem esses medicamentos, o que onera ainda mais o município”, declarou Berti que finalizou. “Quero destacar que em nenhum momento os cidadãos forma prejudicados, nós jamais faríamos isso”.

 

 

Fonte: Jornal ‘O Guarani’

 

Copyright © 2020 - Prefeitura Municipal de Itararé | Todos direitos reservados